quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cartolas estão no Rio para reunião que pode selar saída de Ricardo Teixeira

Teixeira pode deixar hoje o cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol


A noite e madrugada de terça para quarta-feira foi movimentada para os presidentes de federações, que chegaram ao Rio de Janeiro para a reunião extraordinária da CBF, que pode definir a renúncia de Ricardo Teixeira. Comandados por um grupo dissidente, cerca de 16 dirigentes tinham um ponto em comum: querer a permanência do mandatário. Não que ele seja unanimidade, mas sim para evitar que a turma de São Paulo comande a entidade.

Ninguém afirmava se Teixeira iria ou não deixar o cargo. Alguns foram recebidos por ele durante o dia. Outros receberam dinheiro para não vir a reunião, para que Teixeira tenha maioria naquilo que decidir. O caso mais grave foi o do interventor da Federação Brasiliense, que recebeu telefonema, no qual, representantes de Teixeira diziam a ele para não vir, pois seria recompensado. Digno, o interventor não aceitou o pedido e chegou à Cidade Maravilhosa para votar com aqueles que se insurgiram contra o chamado golpe dos paulistas e da própria CBF.

Depois de receber alguns dirigentes, Teixeira pediu desculpas a um outro grupo e não os recebeu. Partiu da CBF, direto para o médico, particular, pois está com problemas sérios de saúde. Diabético, há anos, tem problemas cardíacos também. Segundo ele, hoje receberia o resultado de um exame, que poderia definir sua vida.

Um dos presidentes mais fortes é o da Federação do Rio de Janeiro, o médico, Rubens Lopes, o Rubinho. Ele foi chamado à casa de Teixeira, na manhã dessa terça-feira, junto com os “golpistas”, Marco Polo Del Nero e José Maria Marin. Lá chegando, ouviu dos paulistas que “alguém estava traindo Teixeira e que o presidente não gostara nada do movimento insurgente”. Diante do “homem”, disse que não havia movimento algum e que os presidentes estavam com Teixeira. Mas foi taxativo ao dizer que não aceitariam a indicação de Marin ou qualquer outro, em caso de renúncia de Teixeira, pois o mandato foi prorrogado para ele. Se isso ocorresse, o ideal seria novas eleições, embora contrariasse o estatuto, que determina que o mais velho, em idade, assuma.

Teixeira, então, olhou para ele e disse que o mais importante era manter a unidade das federações, sob pena de uma intervenção federal, o que complicaria a vida da CBF. Rubinho concordou e reafirmou que não houve qualquer movimento para derrubar o chefe, mas que por um lado foi até bom porque mostrou a força das federações, consideradas joguetes nas mãos de Teixeira. Del Nero e Marin escutavam, sem manifestar-se. Eles morrem de medo de contrariar Teixeira. Porém, olhavam Rubinho de forma fulminante, querendo engoli-lo.

Estratégia antes da reunião

Teixeira questionou quem comandaria a reunião. Como Rubinho tem sido o “relator”, ficou decidido que ele abriria os trabalhos. Marin e Del Nero não contestaram, mas é sabido que já tinham o discurso pronto, para acusar Weber Magalhães, vice da Centro-Oeste, Francisco Noveleto, presidente da gaúcha, e Ednaldo Soares, presidente da baiana, como os “traidores”. A idéia da cúpula paulista era minar estes dirigentes, ganhar apoio do demais, e assumir o lugar de Teixeira, sem contestação. Teixeira ainda falou sobre algumas mudanças no estatuto, coisas simples, e a reunião acabou.

Weber Magalhães, Rubens Lopes, Léo Ferraz, vice da carioca, e o presidente da Federação Paranaense, Helio Coury, ficaram trocando idéias e articulando a estratégia para a reunião, até as 3h. Del Nero e Marin chegaram ao hotel por volta das 2h, foram à mesa dos “colegas”, e, com um ar sarcástico e falso, disseram que o melhor mesmo seria Teixeira ficar. Del Nero, o mais fiel escudeiro do mandatário, não respondeu se ele ficaria ou renunciaria. “Ele não me falou. Acho que vai ficar tudo do jeito que está”. Del Nero não sabia que os presentes à mesa, desconfiavam que ele teria insuflado Ricardo Teixeira contra os mesmos. O clima de falsidade durou 15 minutos, tempo em que os cartolas paulistas ficaram no lobby do hotel.

Aí foi a vez de Rubinho, Weber, Léo e Hélio Coury criarem uma situação para que a reunião fosse aberta de forma a expurgar qualquer tipo de represália aos “rebeldes”. Rubinho abriria dizendo o seguinte: “Aqui não há insurgentes, nem traidores. Estamos com o presidente, Ricardo Teixeira, e entendemos que ele é o melhor para a CBF e federações. Apenas nos manifestamos num momento de instabilidade, onde tomamos conhecimento dos fatos através da imprensa, já que naquela momento, ninguém conseguia audiência com o presidente da CBF”. Com esse discurso, ele impediria a ala paulista de insuflar Teixeira contra os insurgentes, na reunião. Os quatro eram unânimes em afirmar que não aceitariam, de forma alguma, Marin como novo mandatário, embora o estatuto determine isso. Eles entendiam que o mandato de Teixeira só fora prorrogado, por causa de uma determinação da Fifa. Novas eleições seria o pedido deles, em caso de renúncia.

Outro ponto abordado foi sobre a possibilidade de Marcelo Campos Pinto, executivo da Globo Esportes, ser o candidato de Teixeira, em caso de novas eleições. A maioria concordava que este era um sonho do executivo, desafeto de Teixeira em 2002, mas que hoje é um grande aliado.

O café da manhã dos dirigentes


Dormir tarde e acordar cedo é um fato normal entre os cartolas, principalmente quando precisam articular em favor próprio. Com a reunião marcada para às 14h, os dirigentes procuraram se juntar aos aliados para estreitar as relações antes do encontro.

De um lado, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero e Reinaldo eram unha e carne. Sorridentes, eles chamavam para sua mesa os dirigentes de federações do Norte-Nordeste, sem deixar de ser gentis com os “antagonistas”. Era visível a cara de satisfação deles, como se já soubessem o que iria acontecer às 14h, hora da reunião na CBF.

Do outro lado estavam Weber Magalhães, Francisco Noveleto, Léo Ferraz, e Ednaldo Soares, da Federação Baiana de Futebol. Chamados de rebeldes, não aceitavam a alcunha, mas mantinham-se firmes na decisão de pedir novas eleições. “Fui eu quem criei o dispositivo, em 2006, que permitiu a prorrogação do mandato do Ricardo Teixeira, a pedido da Fifa. Caso ela saia, definitivamente, ou peça licença, acho justo que tenhamos uma nova eleição", disse.

Jaeci Carvalho
Enviado Especial do
superesporte.com.br ao Rio de Janeiro
Fonte: http://www.superesportes.com.br/app/1,307/2012/02/29/noticia_copa_do_mundo,210567/cartolas-estao-no-rio-para-reuniao-que-pode-selar-saida-de-ricardo-teixeira.shtml





terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Instalação de varas criminais em Águas Lindas é tema do Programa Opinião

Águas Lindas de Goiás, município localizado no Entorno de Brasília, é considerado um dos mais violentos do País. No começo deste mês foram instaladas duas varas criminais na cidade, ação proposta através do projeto nº 3.328, de autoria do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) e que foi aprovado em segunda votação na Casa.
Para debater esse assunto no Programa Opinião da TV Assembleia, gravado na manhã desta terça-feira, 28, e mediado pela jornalista Luciana Martins, foram convidados o deputado Hildo do Candango (PTB) e o diretor do Fórum de Águas Lindas, juiz Luiz Flávio Navarro.
O parlamentar lembrou que representa o município de Águas Lindas na Casa, onde teve mais de 20 mil votos. Além disso, Hildo do Candango atuou como relator da matéria que modificou a estrutura do Judiciário goiano. “Sabendo da necessidade de criação das varas criminais, defendi o projeto e consegui conscientizar os colegas que apresentaram emendas. Por fim, a proposta foi aprovada na sua forma original.”
O projeto cria, além de duas varas criminais em Águas Lindas de Goiás, uma em cada um dos seguintes municípios: Cidade Ocidental, Cristalina, Novo Gama, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás.
Segundo Luiz Flávio, a criação das comarcas vai influenciar a quantidade de processos, o dia a dia dos cidadãos e até a segurança durante a Copa do Mundo em 2014, já que Brasília é uma das cidades-sede. “Vai ajudar muito em relação a celeridade. Hoje temos uma média de 24 mil a 25 mil processos, sendo cerca de 5 mil só na área criminal. Para isso, já saiu o edital do concurso que vai suprir a necessidade de novas vagas”, informou o juiz.
Luiz Flávio acrescentou que lideram o histórico de crimes em Águas Lindas os roubos, depois os furtos, crimes domésticos e, em quarto lugar, o tráfico de drogas.
Para Hildo do Candango, não basta só julgar. Em seguida, o parlamentar contou a novidade, que será instalado um presídio no município com a capacidade para 300 vagas. “Existe hoje em Águas Lindas um presídio de estrutura defasada próximo à prefeitura com capacidade para 100 vagas. Graças ao empenho do Governo, vamos desafogar essa questão que é uma necessidade da cidade e dos municípios vizinhos.”
O programa Opinião vai ao ar nesta terça-feira, 28, às 19 horas pelo canal 8 da NET e pelo Portal da Assembleia.
Fonte: http://www.assembleia.go.gov.br/index/index/?mobile#/noticias/ver/id/107550/tipo/geral

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

MOMENTOS

Existe momentos nas nossas vidas que pensamos em desistir de tudo. Porem vem algumas coisas em nos que nos faz pensar que, existe momentos que nos faz pensar em desistir, Mais em recompensa existe VARIOS momentos na vida que nos faz pensar em proseguir.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Bem Vindos

Olá pessoal quero dar as boas vindas no meu blog, aquir vamos falar de todos os assuntos que são destaque na nossa cidade e outros assuntos tambem destaque no brasil e no mundo.